|
![]() |
O curso foi criado em 2006, dez anos após surgir como habilitação do bacharelado em Física, ainda em 1987. Como diferencial, oferece aos alunos uma ampla base sobre funcionamento, operação e programação de computadores, com ênfase na modelagem de problemas físicos para que possam ser resolvidos com o auxílio de computação.
Na base dessas aplicações está a capacidade dessas máquinas para fazer muitos cálculos em pouco tempo, armazenar e processar grande quantidade de dados, resolver numericamente expressões sem solução matemática, além de trabalhar por grandes intervalos de tempo, sem parar. Assim, os computadores facilitam a coleta de dados em experimentos, dão maior precisão a problemas científicos complexos e permitem a realização de experimentos virtuais, que não poderiam ser realizados em laboratório.
“A Física Computacional está relacionada com um movimento mais amplo dentro de diversas ciências”, explica o professor Gonzalo Travieso. “Desde que surgiram, há seis décadas, os computadores são usados como ferramentas no trabalho científico. Atualmente é difícil indicar uma pesquisa científica em física que não envolva, de alguma forma, o uso da física computacional.”
As pesquisas na área também vêm sendo empregadas nos campos
da biologia, química, engenharia, medicina, novos materiais, dispositivos
eletrônicos, nanotecnologia e até mesmo no estudo de mercados financeiros.
Ao mesmo tempo, princípios e métodos originais da física
têm sido usados para gerar avanços em computação,
com novos algoritmos e aplicações em computação
quântica.